Natural de Pará de Minas, Minas Gerais, graduada em História, Pós-graduada em Administração, Especialização em Arte-Educação. Contadora de Histórias, co-fundadora da Academia de Letras de Pará de Minas.Publicações: História Aranhada (1997), Pucumã (1997), Manual de Arte-Educação (co-autoria -2000), Meio Século de Sol (co-autoria Júlio Saldanha – 2002), Zulll!!! – começo, meio e sem fim (2006), Lídimo tempo (2006), Olhares (co-autoria – 2013), Quase de mentira (2020), Zulll!!! – começo, meio e sem fim (2020- 2 edição)Além destes livros publicados, a autora tem centenas de crônicas, contos e poemas publicados em jornais, sites e blogs de Pará de Minas, Belo Horizonte e na região Centro-Oeste mineiro deste 1993. Ela também possui participação em várias antologias literárias.
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A PARCERIA DA ARTE FOTOGRÁFICA DE PADRE GABRIEL COM A ARTE POÉTICA DE ANA CLÁUDIA.CLIQUE AQUI
CRÔNICA DO MÊS
CONTO DO MÊS
Este conto de Ana Cláudia Saldanha é uma narrativa fabular que utiliza elementos do realismo fantástico para explorar temas como o sacrifício filial, a percepção além da visão física e a libertação espiritual.
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SINÓPSE DE MEUS LIVROS PUBLICADOS:

No interior de uma casa antiga, durante os dias de carnaval, uma mulher idosa observa o mundo apenas por uma janela. É dali, e somente dali, que ela enxerga a vida pulsar lá fora: os tambores, os corpos, os cheiros, a chuva, o riso coletivo. Mas o que realmente se movimenta não é a rua: é o pensamento dela.Em Pucumã, tudo acontece dentro da consciência dessa narradora solitária. O tempo cronológico é curto, os três dias de carnaval, mas o tempo psicológico se dilata, se contrai, se embaralha. Passado, presente, memória, desejo, culpa, fé, erotismo, velhice, amor e morte convivem simultaneamente em um fluxo de pensamento quase hermético, poético e fragmentado, onde a realidade externa é apenas gatilho para uma intensa travessia interior.A casa fechada torna-se um espaço mental. A janela é a única abertura para o mundo, mas também é o espelho por onde a narradora revisita sua própria vida, seu casamento, suas crenças, seus medos e suas obsessões. Enquanto o carnaval celebra a vida lá fora, dentro da casa ela enfrenta a passagem do tempo, o envelhecimento do corpo, a solidão e a memória que insiste em permanecer viva. O relógio, os objetos, as gavetas, a poeira, o gato, os vizinhos, tudo se converte em símbolos de uma mente que não para de pensar.O texto assume um caráter profundamente psicológico e introspectivo: não há ação externa significativa, não há diálogos convencionais, não há deslocamentos físicos. Há apenas o fluxo da consciência de uma mulher que vive, revive e reinventa sua história através do pensamento. O carnaval, com sua explosão sensorial e pagã, funciona como contraponto à clausura, despertando nela impulsos vitais, lembranças amorosas, reflexões filosóficas e questionamentos espirituais.Hermético, lírico e existencial, Pucumã é um romance sobre o tempo: o tempo que passa no mundo e o tempo que permanece dentro de nós. Sobre como a vida continua a pulsar mesmo quando estamos parados. Sobre como a memória pode ser mais viva do que a própria realidade.Entre o silêncio da casa e o barulho do carnaval, a narradora nos conduz por uma viagem interior onde pensar é o verdadeiro acontecimento.

Meio Século de Sol- O livro "Meio Século de Sol", escrito por Ana Cláudia de Souza Saldanha (ou Ana Cláudia SSaldanha) e Júlio Maria Saldanha Teixeira, é uma obra de resgate histórico e documental publicada em 2002.Diferente de um romance ficcional, ele é um registro memorialista e comemorativo.Sinopse e Conteúdo
O livro celebra as Bodas de Ouro (50 anos) do Coral Nossa Senhora da Piedade, de Pará de Minas (MG), abrangendo o período de 1952 a 2002.Resgate Histórico: A obra documenta a trajetória de um dos corais mais antigos e tradicionais de Minas Gerais, detalhando sua fundação, os regentes que por ele passaram e as apresentações marcantes.Cultura Local: Os autores contextualizam o movimento musical em Pará de Minas desde o século XIX, mencionando a influência da Igreja Matriz, os saraus residenciais e a evolução do canto coral na região.Dados e Memórias: O livro inclui quadros estatísticos, listas de integrantes ao longo das décadas e relatos que preservam o patrimônio imaterial da cidade. Para quem se interessa por História de Minas Gerais ou Música Sacra e Erudita, este livro é uma fonte primária essencial. Ele funciona como um inventário cultural, protegendo a memória de cidadãos comuns que, através da arte, ajudaram a construir a identidade de sua comunidade.Como o livro teve uma edição voltada para a preservação local, ele é comumente encontrado em arquivos públicos, bibliotecas municipais de Minas Gerais ou em plataformas de livros usados como a Estante Virtual.

Lídimo tempo - O livro revela uma obra onde a autora deixa de lado a objetividade da historiadora para abraçar a subjetividade da alma.
"O mundo cotidiano é o ponto de partida. A partir das lentes sensíveis do também poeta "Marcio Simeone , a escritora retira a matéria-prima de seus versos e devolve às imagens novos significados."O livro é um inventário poético sobre a natureza fugidia da existência, estruturado em torno de quatro pilares fundamentais:1. O Tempo como Personagem e Vilão
O tempo não é apenas uma contagem de horas, mas uma entidade viva e mutável. Ele aparece ora como uma criança brincando de esconde-esconde, ora como um velhinho na esquina. A autora expressa um "medo de virar fantasma", sugerindo que o tempo é a roupa que vestimos ao nascer e só tiramos ao morrer. A tentativa de "lograr o tempo" acontece através do poema, a única forma de eternizar o momento antes que o "gênio" da inspiração fuja.2. A Paisagem como Âncora da Memória
A geografia mineira — especificamente Onça do Pitangui, Conceição do Pará e Pará de Minas — serve como o cenário onde as histórias "pisam paralelepípedos".O Sol é um elemento onipresente: ele é despudorado, namora a terra, morre no horizonte para o teatro da noite e marca o compasso do "tic-tac" da vida.A Igreja e o Sagrado surgem nas torres que apontam caminhos, nos sinos que dão sinais e na busca por um Deus que habita "o vácuo entre quatro paredes".3. A Fragilidade e o Amadurecimento
A autora lida com a dualidade entre a sabedoria da idade e o susto do envelhecimento. O espelho torna-se um confronto: a imagem do outro lado é o próprio tempo. Há uma aceitação resignada, mas lírica, das marcas no rosto, compreendendo que a verdade só é possível quando não se conta mais a idade, ou quando se conta demais.4. A Metáfora do "Lídimo"
O termo "Lídimo Tempo" (tempo puro, autêntico) é sintetizado no poema final: em uma galeria de mil quadros, o único que representa o "lídimo" é a tela vazia. Isso sugere que a essência do tempo e da vida não está no que é acumulado ou pintado, mas no espaço do que ainda pode ser, na ausência que Deus ocupa e no silêncio que rege a orquestra da existência.Temas Recorrentes:A Aranha e o Fio: A vida tecida como um cachecol para proteger do frio da existência.Fantasmas: A percepção de que somos, nós mesmos, memórias em construção.O Cotidiano: Do café com biscoito ao medo do peru de Natal, o sagrado e o profano caminham juntos."O tempo é uma orquestra onde o maestro é o silêncio."

Manual de Arte Educação: Uma Dinâmica para o Desenvolvimento, foi publicado em 1999 pela Federação Nacional das APAEs, em Brasília.O manual foi desenvolvido por um grupo multidisciplinar de autores, entre eles Ana Cláudia de Souza Saldanha, reforçando seu papel como arte-educadora em projetos de impacto social.
Diferente das obras literárias e poéticas de Ana Cláudia, este livro possui um caráter técnico-pedagógico:Objetivo: Apresentar uma dinâmica de ensino voltada para o desenvolvimento através da arte.Público-alvo: É uma ferramenta de apoio para educadores e profissionais que atuam na rede das APAES (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), focando na inclusão e no estímulo às potencialidades humanas via linguagens artísticas.Distribuição: A obra foi disponibilizada para aquisição diretamente através da Federação Nacional das APAEs.

Olhares 4x1- Construção coletiva que reúne a sensibilidade de quatro ícones da literatura de Pará de Minas, Ana Cláudia SSaldanha, Déa Miranda, Júlio Saldanha e Padre Geraldo Gabriel.Os textos de Ana Cláudia na obra funcionam como janelas para a alma mineira e para o tempo. Sua escrita transita entre:Memórias da Infância e Juventude: Relatos sobre o crescimento em Pará de Minas, o cheiro da cozinha, as lições dos pais e a vida em torno da Igreja Matriz.A Identidade Regional: A autora explora a conexão com as cidades de Onça do Pitangui e Conceição do Pará, transformando locais geográficos em espaços afetivos.O "Olhar" de Historiadora: Mesclando crônica e poesia, ela registra costumes, como as procissões e o cotidiano das famílias mineiras, preservando o patrimônio imaterial através da palavra.A Dinâmica com Júlio SaldanhaUm diferencial marcante nesta seção do livro é a intercalação dos textos. Entre as crônicas e reflexões de Ana Cláudia, surgem os minicontos de Júlio Saldanha.Diálogo Literário: Enquanto Ana Cláudia expande o olhar sobre a memória e o tempo, Júlio Saldanha oferece pílulas de ficção rápida, criando um ritmo de leitura que alterna entre o fôlego da crônica e a precisão do miniconto.Complementaridade: Os textos de Ana Cláudia preparam o terreno emocional, enquanto os de Júlio trazem surpresas narrativas, muitas vezes com um toque de ironia ou observação aguda do comportamento humano.Estrutura e TemasA obra como um todo — e especificamente a parte de Ana Cláudia — aborda:O Tempo: Visto como algo que foge, mas que pode ser retido pela escrita.A Fé: Presente nas referências religiosas e no silêncio dos rituais.As Raízes: O amor incondicional pela terra e pela ancestralidade.O livro Olhares 4x1 é, portanto, um caleidoscópio onde a voz de Ana Cláudia SSaldanha se destaca pela capacidade de tornar o regional universal, sempre em parceria estreita com os recortes narrativos de Júlio Saldanha.

Quase de Mentira -O livro "Quase de mentira", de Ana Cláudia SSaldanha, é uma narrativa sensível que explora a relação entre seres humanos e animais sob uma perspetiva única: a autora afirma possuir o segredo de entender a "língua dos cães".
A história começa com a autora a revelar que, desde criança, compreende o que os cães dizem, mas que apenas na idade adulta decidiu partilhar esse segredo. Inspirada por obras como as de Clarice Lispector, ela decide escrever a história da sua "neta", uma cadela da raça Poodle chamada Lua. O livro é construído como uma colaboração entre as duas, onde Lua "dita" partes da sua trajetória e interfere na narrativa para garantir que a verdade seja contada.
• Origem e Abandono: Lua nasceu num ambiente frio, debaixo de um tanque de lavar roupas, e foi abandonada nas ruas com os seus irmãos ainda muito jovem.
• O CCZ: A cadela viveu o trauma de ser recolhida pela "carrocinha" e levada para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), um lugar que a autora descreve como organizado, mas triste, devido ao destino incerto de muitos animais.
• Adoção e Transformação: A vida de Lua muda quando é adotada pela filha da autora. Inicialmente descrita como "brava", suja e extremamente magra — parecendo uma "assombração" —, ela gradualmente transforma-se através do afeto, cuidados veterinários e de um novo lar onde finalmente encontra segurança.
Personagens Principais
• A Narradora: Uma mulher que atua como tradutora dos sentimentos e pensamentos caninos.
• Lua: A protagonista canina, inteligente e opinativa, que valoriza o presente e as pequenas alegrias, como uma vasilha de água limpa ou uma sesta no tapete.
• A Filha da Narradora: A "mãe" de Lua, responsável por escolher a cadela no CCZ e dar-lhe amor incondicional.
O livro é uma defesa dos direitos dos animais, enfatizando que todo cão merece "casa, comida e amor". A autora utiliza a voz de Lua para criticar o abandono e o sofrimento animal, ao mesmo tempo que celebra a pureza da felicidade canina, que não "rumina rancores" como os seres humanos. A obra termina com uma nota de esperança, sugerindo que a história de Lua poderia ser a de muitos outros animais à espera de um lar.

História Aranhada - O livro narra a vida de Dona Aranha, uma personagem que vive num mundo de fios e teias, mas que enfrenta o desafio de ser frequentemente incompreendida e até temida por quem a rodeia. A narrativa começa apresentando a Aranha na sua rotina de "tecer o tempo", enquanto observa o mundo ao seu redor com um olhar sensível e detalhista.A história ganha uma reviravolta quando Dona Aranha, cansada de ser vista apenas como um bicho assustador, decide mostrar o seu lado artístico e a importância do seu trabalho na natureza. Através de diálogos lúdicos e situações quotidianas, o livro explora temas como a autoestima, a superação de preconceitos e a beleza das pequenas coisas.Com uma linguagem poética e acessível, Ana Cláudia SSaldanha convida as crianças a olharem de forma diferente para os seres que habitam os cantos das nossas casas e jardins, transformando o medo em curiosidade e respeito. É uma obra que celebra a paciência de quem constrói o seu caminho fio a fio e a coragem de ser quem se é, mesmo quando o mundo parece "aranhado".
